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O papel das vitaminas: o que dizem os estudos?

O papel das vitaminas: o que dizem os estudos?

Nas últimas décadas, tem-se observado, na população brasileira, maior consumo de alimentos processados com alta densidade calórica e pobres em nutrientes essenciais, em substituição ao consumo de alimentos mais nutritivos, como as frutas e as verduras.

Em decorrência das mudanças no estilo de vida e, consequentemente, no padrão alimentar da população, suplementos vitamínicos e alimentos enriquecidos tornam-se veículos práticos de vitaminas para a população.

O aumento da expectativa de vida e a preocupação com uma vida saudável passaram a ser prioridades para uma parcela crescente da população, que está disposta a investir tempo e recursos a fim de viver mais e melhor.

A importância das vitaminas para o organismo

Há algum tempo, a importância das vitaminas era atribuída somente às funções nutritivas e de prevenção de doenças decorrentes de sua deficiência. Recentemente, diversas pesquisas têm se concentrado no papel que esses micronutrientes desempenham na manutenção da saúde, especificamente na redução do risco de desenvolvimento de patologias crônicas, como doenças coronarianas, câncer e diabetes.

Muitas dessas investigações têm como foco as vitaminas C e E, além do betacaroteno, precursor da vitamina A, reconhecidos por apresentarem atividade antioxidante, exercendo importante função de defesa do organismo contra os radicais livres.

Assim como as vitaminas antioxidantes, a vitamina D também tem sido alvo de muitas pesquisas nos últimos anos. Embora sua função de manter o metabolismo do cálcio e de prevenir o raquitismo tenha sido descrita pela primeira vez há cerca de cem anos, estudos atuais têm relacionado a deficiência de vitamina D com o desenvolvimento de várias doenças, como diabetes tipo II, esclerose múltipla, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide.

Vitaminas e saúde mental

Já está bem estabelecido também que vitaminas e minerais são indispensáveis à saúde cerebral, uma vez que atuam como cofatores na síntese e metabolismo de neurotransmissores que regulam os sistemas neuronais. As vitaminas são bem documentadas como elementos essenciais para a regulação da resposta ao estresse.

Ademais, evidências apontam que a interação sinérgica entre as vitaminas é, em geral, benéfica e, portanto, apontam para notáveis vantagens no uso combinado das mesmas através de multivitamínicos.

No tratamento da depressão, ansiedade e estresse, a atenção nutricional complementar apresenta papel importante dado que, a carência de nutrientes como ácidos graxos, vitaminas do complexo B, minerais, aminoácidos e ômega 3 são capazes de reduzir a produção de alguns neurotransmissores importantes para as condições.

Alguns estudos já publicados investigaram a atuação de multivitamínicos na ansiedade e estresse, relatando que os grupos que experimentaram o tratamento diário apresentaram redução expressiva de pensamentos intrusivos no estresse de homens idosos saudáveis.

Comparado ao placebo, o multivitamínico consumido diariamente, durante oito semanas, gerou redução significativa na pontuação geral em uma escala de ansiedade e estresse, assim como gerou melhora no estado de alerta e funcionamento destes indivíduos.

De maneira geral, o uso de suplementos vitamínicos participa ativamente da síntese de neurotransmissores, correção de disfunção mitocondrial, redução de estresse oxidativo e melhora da absorção de vitaminas e minerais, promovendo melhorias além de neurológicas, gastrointestinais, cognitivas e comportamentais.

A importâncias do complexo B

As vitaminas do complexo B, por exemplo, são consideradas essenciais pois não são produzidas pelo organismo e devem ser obtidas através do consumo de fontes animais ou vegetais. Fazem parte desse complexo as vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B5 (ácido pantotênico), B6 (piridoxina), B7 (biotina), B9 (ácido fólico) e B12 (cobalamina). Os complexos B6, B9 e B12 atuam na síntese de neurotransmissores do Sistema Nervoso Central, na produção de cofatores essenciais, e participam de reações metabólicas controladas por enzimas e coenzimas.

A deficiência dessas vitaminas pode provocar uma queda no metabolismo de homocisteína e diminuir a síntese de alguns neurotransmissores relacionados ao humor e prazer, potencializando o estresse e podendo ocasionar quadros depressivos e ansiosos.

Ainda, estas vitaminas, em associação com o magnésio, atuam convertendo o triptofano em serotonina, podendo ser utilizadas como coadjuvantes na terapêutica da depressão.

Essa suplementação pode ser ainda mais importante quando nos referimos à população idosa. A diminuição da competência imunológica, bem como o declínio cognitivo estão intimamente associados com as deficiências nutricionais no processo de envelhecimento.

Dessa forma, torna-se necessário a aplicação da avaliação e intervenção sobre a condição nutricional do idoso com o uso de suplementação individualizada contendo nutrientes isolados ou combinados, principalmente vitaminas e minerais.

Referências

ABE-MATSUMOTO, Lucile Tiemi; SAMPAIO, Geni Rodrigues; BASTOS, Deborah HM. Suplementos vitamínicos e/ou minerais: regulamentação, consumo e implicações à saúde. Cadernos de Saúde Pública, v. 31, n. 7, p. 1371-1380, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/RZLbxy8Ngz8LnkFH6KyV7Wq

MACARI, Laura Rodrigues et al. Neuronutrição: Um estudo de revisão sobre o uso de nutrientes, isolados e combinados, no controle dos sintomas de estresse e/ou ansiedade. ULAKES Journal of Medicine, v. 2, n. 2, 2022. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/ulakes/article/view/730

MENÃO, Thiago Fregnani et al. Principais nutrientes dos suplementos alimentares utilizados por idosos e os benefícios para saúde. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, p. e99111335075-e99111335075, 2022. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/35075

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