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Compulsão alimentar e a redução do bem-estar

Compulsão alimentar e a redução do bem-estar

No mundo contemporâneo, as mudanças tecnológicas, a globalização, a urbanização e a mídia em todas as suas formas de expressão têm contribuído, como nunca antes, para mudanças nos padrões sociais e, com isso, levado a um aumento significativo nos transtornos mentais da população de forma geral.

Dentre estes, os transtornos alimentares (TA) apresentam uma prevalência combinada de 13% e acometem, principalmente, a fase da adolescência. Considerado o transtorno alimentar mais comum, o transtorno de compulsão alimentar (TCA) pode resultar em reduções significativas na qualidade de vida relacionada à saúde e no comprometimento da função social.

Afinal, o que é compulsão alimentar?


Os episódios de compulsão alimentar são definidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-4) como: ingestão, em um período limitado, de uma quantidade de alimentos que é definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período semelhante, sob condições semelhantes e com uma sensação de falta de controle sobre a alimentação durante o episódio.

O TCA pode ser desenvolvido por indivíduo de qualquer gênero. Mas, um estudo realizado com adolescentes de ambos os sexos, que tinha como objetivo analisar a prevalência do TCA em pacientes que buscaram um programa multiprofissional de tratamento, mostrou uma prevalência entre as mulheres.

Isso pode se dever ao fato de as mesmas sofrerem uma insatisfação corporal maior e, consequentemente, uma pressão em relação à busca do corpo perfeito. Nessa busca de se encaixarem nos padrões de beleza impostos pela sociedade, muitas mulheres realizam dietas restritivas, que podem ser fatores significativos para o desenvolvimento do TCA.

Nesse mesmo sentido, a pesquisa de Ghadie et al.(2020), que analisou a prevalência do TCA no pré e pós operatório de cirurgia bariátrica, encontrou uma alta prevalência do transtorno antes e após a cirurgia bariátrica, sendo o público feminino de 30 a 40 anos o com maior predominância.

A relação entre TCA com a depressão e ansiedade

Já foi encontrada, também, uma relação entre o TCA com depressão e ansiedade. De acordo com estudo realizado por Fusco et al. (2020), existe um maior predomínio destes transtornos em mulheres.

Além disso, esses fatores mediaram a relação do TCA nesses indivíduos, pois identificaram que o sexo feminino sofre uma pressão social maior, o que pode ser um risco no desenvolvimento de transtornos psicológicos e alimentares.

Em um outro estudo realizado com profissionais da saúde, observou-se, como um dos resultados, que a depressão é a terceira doença mais associada ao TCA, ficando atrás somente da hipertensão e diabetes (que ocupam o primeiro e segundo lugar, respectivamente).

Este estudo também salientou nos resultados os principais sentimentos apresentados pelos pacientes, como baixa autoestima, culpa, vergonha, inferioridade, raiva, medo e angústia. Sentimentos esses que são facilmente compreendidos em um quadro de depressão e ansiedade.

Assim, com base nos estudos recentes, é possível concluir que existe uma relação próxima entre os transtornos psicológicos e o transtorno da compulsão alimentar. Essa relação pode se tornar algo cíclico e levar ao desenvolvimento de outras doenças crônicasnão transmissíveis.

Sobre o tratamento da compulsão alimentar

O foco do tratamento no TCA não é o emagrecimento, embora muitos pacientes apresentem excesso de peso. Ajudar os indivíduos com TCA a entender e reconhecer o seu problema, mostrando que a base do tratamento deve ser a mudança comportamental e a sua relação com o corpo e o alimento, deve ser o primeiro passo a ser seguido.

Desta forma, se faz fundamental considerar os aspectos e as questões socioculturais e particulares de cada indivíduo, baseando-se nos princípios de diálogo (com participação ativa do paciente e dos familiares), escuta empática e na elaboração de um plano de ação individualizado, objetivando o êxito no tratamento.

Uma das estratégias que podem ser aplicadas, no manejo da ansiedade e compulsão alimentar, é a suplementação utilizando nutrientes específicos como Triptofano, Ômega 3, Magnésio, Vitaminas do Complexo B, Vitamina C, Vitamina A, entre outros, através da sintetização de serotonina, noradrenalina e dopamina, que proporcionam sensação de bem-estar.

O L-Triptofano para o manejo da ansiedade alimentar

O L-Triptofano (TRP) é um aminoácido essencial aromático, cuja principal função ser precursor do neurotransmissor de serotonina ou 5-Hidroxitriptamina (5-HT).

Segundo estudos publicados, 84% da população americana apresenta desequilíbrio dos neurotransmissores e 70% apresenta deficiência de 5-HT. Neste sentido, há relatos que o TRP é eficaz no tratamento de ansiedade alimentar com excesso de consumo de alimentos.

Este aminoácido parece ser controlador útil do humor e capaz de suprimir desejos de alimentos, álcool e anfetamina. Além disso, o 5-Hidroxitriptofano, o metabólito do TRP, mostrou sua eficácia clínica como percursor de serotonina e consequentemente, produtor dos efeitos benéficos deste neurotransmissor.

Ainda, no estudo produzido por Suarez e Krishnan (2006) foi demonstrado que as mulheres são mais sensíveis a alterações nos níveis de 5-HT e TRP e este fato está relacionado com os hormônios sexuais.

Portanto, acredita se que a suplementação do TRP em mulheres atue na diminuição da ansiedade e compulsão alimentar, principalmente por alimentos ricos em carboidrato simples, aumentando a saciedade e auxiliando no controle do apetite.

O Cromo para o manejo do TCA

O Cromo, um mineral essencial, tem como principal função aumentar a tolerância à glicose no metabolismo celular.

Em sua forma de picolinato, o Cromo pode atuar na redução da resistência insulínica e, consequentemente, redução da apetência por carboidratos refinados e até atenuando casos de compulsão alimentar.

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Referências


DE ALBUQUERQUE, Andradina Lima; DE CARVALHO BAHIA, Fernanda Candido; DA COSTA MAYNARD, Dayanne. Compulsão alimentar: uma análise da relação com os transtornos psicológicos da depressão e ansiedade. Research, Society and Development, v. 10, n. 16, p. e380101623982-e380101623982, 2021.

DE OLIVEIRA FERRARINI, Natália et al. Alternativas terapêuticas farmacológicas para transtorno da compulsão alimentar: uma revisão sistemática. Debates em Psiquiatria, v. 13, p. 115, 2023.

ROLIM, A. et al. Análise dos fatores associados ao transtorno de compulsão alimentar em adolescentes: uma revisão de literatura/analysis of factors associated with compulsion disorder food in adolescents: a literature review. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 6, p. 28873-28888. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/41869

SIMÃO, Ariella Simonely Rebouças; AIRES, Hélida Cezar. Terapia Nutricional no Controle da Ansiedade e seus Efeitos na Compulsão Alimentar. 2023.

ZANELLO, Diogo Rabelo de Paula. Efeitos do L-Triptofano sobre ansiedade, compulsão e escolha alimentar. 2012.

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