Os transtornos mentais são disfunções da atividade cerebral e que podem afetar o humor, o comportamento, o raciocínio, o aprendizado e a comunicação de um indivíduo.
Os tipos mais comuns de transtornos mentais são: depressão, transtorno de ansiedade, transtorno bipolar, demência, transtorno de déficit de atenção, esquizofrenia, transtornos obsessivos/compulsivos, autismo, estresse, estresse pós-traumático e pânico.
O que são os transtornos depressivos?
O transtorno depressivo, conhecido como depressão, é uma condição mental que afeta o humor, os pensamentos e o corpo. Ela é caracterizada por tristeza profunda e persistente, perda de interesse em atividades antes agradáveis, alterações no sono e no apetite, fadiga e sentimentos de desesperança.
A depressão pode interferir significativamente na capacidade de funcionar no trabalho, na escola ou nas atividades diárias, podendo levar ao suicídio. O tratamento usual envolve psicoterapia e medicamentos antidepressivos, na tentativa de regular os neurotransmissores no cérebro.
Especificamente, a depressão está associada à disfunção dos neurotransmissores serotonina e dopamina. Neste sentido, a suplementação pode desempenhar um papel crucial. Afinal, ela fornece os nutrientes necessários, como vitaminas, aminoácidos e minerais, que podem atuar como cofatores na produção desses neurotransmissores, contribuindo no manejo da depressão.

O impacto negativo da deficiência nutricional na saúde mental
Estudos indicam uma estreita relação entre deficiências nutricionais e transtornos mentais, sobretudo a depressão. Neste sentido, a falta de ácidos graxos ômega-3, vitaminas do complexo B, minerais e aminoácidos têm sido associada ao surgimento e desenvolvimento de sintomas depressivos.
Afinal, esses nutrientes podem desempenhar papéis essenciais no funcionamento adequado do sistema nervoso central e na regulação de neurotransmissores, como a serotonina, fundamental para o humor e o bem-estar emocional.
Por exemplo, o ômega-3 é capaz de reduzir o estresse oxidativo que acontece na membrana neuronal. Ele diminui possíveis processos inflamatórios locais, melhorando a integridade de transporte de triptofano (precursor de serotonina) e a manutenção de receptores serotoninérgicos do tipo 2, que são os principais responsáveis pelo humor.
Novos olhares da ciência sobre os transtornos depressivos
Descobertas recentes mostram que há receptores de vitamina D em quase todos os tecidos corpóreos, inclusive no cérebro, em regiões relacionadas ao desenvolvimento de depressão e outros transtornos psicológicos.
Outras hipóteses indicam a participação dessa vitamina na regulação dos neurotransmissores como a dopamina, noradrenalina e acetilcolina. Além disso, como efeito de fatores neurotróficos e neuroprotetores na função cerebral.
Assim, em indivíduos com níveis de vitamina D inferiores a 50 nmol/L, a suplementação já seria indicada, para atuar na melhora do bem-estar e reduzindo os sintomas depressivos (a depender das doses utilizadas, segundo estudos).
É importante ressaltar que os estudos apontam a deficiência de vitamina D como consequência da depressão e não propriamente a causa. Um dos fatores seria que, pacientes com comprometimento cognitivo, tendem a se isolar e se expor menos ao sol. Por isso, a suplementação mostrou-se positiva nesses casos.

Os benefícios da vitamina B12 em casos de transtornos depressivos
Por sua vez, a vitamina B12, também conhecida como cobalamina, tem como funções primárias a formação de células sanguíneas, o funcionamento neurológico e a síntese de DNA.
Desse modo, a deficiência dessa vitamina pode gerar alterações hematológicas, problemas neurológicos e psiquiátricos. Essas questões podem se manifestar como irritabilidade, alterações na personalidade, depressão e perda de memória.
A vitamina B12 é conhecida por estar associada a distúrbios de humor em muitos indivíduos. A deficiência de cobalamina pode gerar altos níveis de homocisteína que causam a formação de moléculas neurotóxicas, além de afetar a formação do DNA e a renovação geral das células vermelhas do sangue.
Esse tipo de desequilíbrio causa o desenvolvimento de anemia megaloblástica ou perniciosa e, em última instância, altera a capacidade cognitiva e o humor do paciente.
O que diz a literatura científica sobre o complexo B?
A literatura mostra, ainda, que o complexo B (CB) tem ação nos mesmos neurotransmissores que são alvos dos antidepressivos.
Assim, evidencia a hipótese de que a suplementação do CB, como forma alternativa de tratamento, pode ser benéfica na remissão dos sintomas depressivos. A indicação seria a melhora da modulação dos neurotransmissores e os poucos efeitos colaterais apresentados.
A importância do ácido fólico para o tratamento de transtornos psiquiátricos
O ácido fólico, por sua vez, é comumente utilizado na prática clínica para o tratamento adjuvante dos transtornos psiquiátricos. Em virtude do seu papel em diferentes reações enzimáticas, ele funciona como coenzima em reações como a síntese de metionina, nucleotídeos, purina e de timidilato.
Além disso, o ácido fólico é um nutriente essencial para a síntese de S-adenosilmetionina (SAM). O SAM é um potente doador de grupo metil necessário nas reações de metilação, tais como na síntese de creatina, fosfatidilcolina, mielina, metilação do DNA e de neurotransmissores.
Ademais, o folato, sob a forma de 5-metilTHF, atua como doador do grupo metil na conversão da homocisteína em metionina, em reação catalisada pela metionina sintase, sendo um elemento essencial no controle dos níveis circulantes de homocisteína.
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Referências Bibliográficas
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