Sabe-se que aproximadamente 14 milhões de brasileiros enfrentam algum tipo de enfermidade cardiovascular anualmente. Mas essa questão não é presente apenas na realidade brasileira, afinal, as doenças cardiovasculares continuam a representar um desafio para a saúde global, contribuindo de maneira expressiva para a morbidade e mortalidade em todo o mundo.
Em 2023, a Sociedade Brasileira de Cardiologia revelou por meio de seu “Cardiômetro” uma estimativa alarmante: mais de 264 mil óbitos relacionados a doenças cardiovasculares foram registrados.
O “Cardiômetro” é uma tecnologia construída para gerar informações diretas, claras, acessíveis, validadas e de fontes seguras para a conscientização sobre o impacto social das doenças cardiovasculares (DCV), bem como as estratégias de prevenção e tratamento dessas enfermidades.
Ou seja, este indicador, alimentado por dados estatísticos e oficiais, lança luz sobre uma realidade preocupante.
Fatores de risco: a mulher e o cuidado com a saúde cardiovascular
Surpreendentemente, apesar da urgência da prevenção, constata-se que 23% da população nunca procurou a avaliação de um cardiologista. Esses números ressaltam a necessidade premente de ações voltadas para a conscientização e o cuidado preventivo em relação às doenças cardíacas no Brasil.
Apesar de homens e mulheres partilharem fatores de risco cardiovasculares clássicos, a importância relativa de cada fator pode ser específica do gênero.
Por exemplo, o impacto deletério do tabagismo é maior nas mulheres do que nos homens, especialmente naqueles com menos de 50 anos de idade. Fumar também regula negativamente a vasodilatação dependente de estrogênio por meio de efeitos bioquímicos na parede endotelial.
Durante a avaliação do risco de DCV, devem ser considerados fatores de risco típicos, incluindo idade >55 anos, doença arterial coronariana pré-existente, hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus, entre outros.
Os riscos específicos das mulheres incluem estado pós-menopausa, histerectomia e complicações durante a gravidez. Mulheres que desenvolvem diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia mais que duplicam o risco de desenvolver DCV posteriormente.

Outros fatores de risco à saúde cardiovascular
No contexto das doenças cardiovasculares, a compreensão do papel do estresse oxidativo evoluiu substancialmente, nas últimas décadas, revelando conexões intricadas entre esse fenômeno e o desenvolvimento de condições cardíacas crônicas, como aterosclerose, hipertensão e insuficiência cardíaca.
Consequentemente, compreender o estresse oxidativo na saúde cardiovascular não apenas oferece insights valiosos sobre os mecanismos subjacentes das doenças cardíacas, mas também aponta para possíveis alvos terapêuticos e estratégias preventivas inovadoras.
Diante da compreensão dos mecanismos pelo qual o estresse oxidativo contribui para as doenças cardiovasculares, surgiram várias estratégias terapêuticas para mitigar seus efeitos prejudiciais.
Estas estratégias podem incluir intervenções farmacológicas e não farmacológicas destinadas a reduzir a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), reforçar as defesas antioxidantes do organismo e atenuar os danos oxidativos nas células.
Quais as estratégias possíveis para prevenir e manejar as doenças cardiovasculares?
A combinação de abordagens não farmacológicas e farmacológicas, adaptadas às necessidades individuais de cada paciente, é fundamental para a prevenção e manejo eficazes das DCV. Algumas das abordagens terapêuticas mais promissoras incluem antioxidantes, como as Vitaminas C e E, Selênio e Coenzima Q10 (CoQ10), que têm sido investigados por sua capacidade de neutralizar EROs e reduzir o estresse oxidativo.
Estudos clínicos avaliando suplementos antioxidantes têm demonstrado resultados mistos, mas algumas evidências sugerem benefícios potenciais na prevenção de eventos cardiovasculares em certas populações.
A correlação, por exemplo, entre a CoQ10 e a saúde cardiovascular destaca-se pelo papel crucial da coenzima na otimização da função cardíaca. Nesse sentido, convém pontuar que a concentração significativa de CoQ10 nas mitocôndrias cardíacas está associada à sua participação na cadeia de transporte de elétrons e na produção de ATP, o que explica a particular relevância da ubiquinona para a saúde cardiovascular.
Desse modo, determinadas condições cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, têm sido associadas a níveis reduzidos de CoQ10, sugerindo um potencial terapêutico em sua suplementação. Ademais, além de sua importância na bioenergética celular, a CoQ10 também é imprescindível na proteção antioxidante no contexto cardiovascular.
Nesse ínterim, destaca-se a sua ação na mitigação do estresse oxidativo e na proteção contra a disfunção endotelial, a qual enfatiza sua capacidade de influenciar positivamente a saúde cardiovascular. Portanto, a adoção da ubiquinona em protocolos de tratamento cardiovascular é apoiada por seu perfil de segurança favorável e pela sua capacidade de servir como complemento terapêutico.
Além disso, estratégias de prevenção primária e secundária que visam reduzir os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes, dislipidemia e obesidade, podem desempenhar um papel fundamental na redução do estresse oxidativo e na promoção da saúde cardiovascular a longo prazo.
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Referências
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