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Osteoporose: fatores e manejo

Osteoporose: fatores e manejo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu, já em 1993, a Osteoporose como uma doença esquelética sistêmica que apresenta deterioração da microarquitetura do tecido ósseo e redução da massa óssea, acarretando na suscetibilidade a fraturas e elevação da fragilidade dos ossos.

Assim, ela é considerada a doença óssea metabólica mais comum, sendo um acometimento grave, progressivo, crônico e, por vezes, assintomático.

Tipos de Osteoporose

A Osteoporose pode ser dividida em Osteoporose Primária e Secundária.

A primária inclui a Osteoporose idiopática e involucional, que pode afetar ambos os sexos e tem relação com o envelhecimento. Ela ainda pode ser subdividida em Osteoporose do tipo I ou pós-menopausa, sendo relacionada a mulheres, principalmente dos 51 a 75 anos de idade, que apresentam uma perda óssea rápida.

A Osteoporose do tipo II ou senil está relacionada à perda de osso cortical e trabecular, devido ao envelhecimento, estando mais presente em pessoas com mais de 75 anos.

Conhecendo mais sobre essa doença

Embora a densidade óssea seja, em grande parte, determinada pela hereditariedade e fatores genéticos, o estilo de vida – incluindo fatores nutricionais, como ingestão de Cálcio, proteínas, laticínios, frutas e vegetais, a Vitamina D sérica e fatores comportamentais, como atividade física, tabagismo e consumo de álcool – podem ter grande influência sobre o início e a progressão da Osteoporose.

Em decorrência do envelhecimento populacional, a Osteoporose se tornou uma das principais doenças crônicas não transmissíveis, sendo importante a identificação dos fatores de risco, bem como o diagnóstico precoce, para guiar a escolha do tratamento e medidas prevenção e promoção da saúde.  

Sobre o manejo da Osteoporose

O objetivo do tratamento farmacológico é a redução dos riscos de fratura e melhora da qualidade de vida dos pacientes. A utilização de medidas não farmacológicas e suplementação também são importantes para auxiliar a alcançar esses objetivos.

Cálcio

Por isso, manter níveis adequados de Cálcio, por exemplo, é importante para atingir o pico de massa óssea ideal e para manter a massa óssea em idosos. Afinal, estudos observacionais demonstraram que quando os níveis de Cálcio estão baixos, o risco de perda óssea e fratura aumenta.

Magnésio

Em contrapartida, o Magnésio tem várias funções no corpo humano. Atua como um cofator para mais de 300 enzimas e ajuda na regulação de várias funções fundamentais, como contração muscular, condução neuromuscular, controle glicêmico, contração miocárdica e no controle da pressão arterial, síntese de materiais nucleares e desenvolvimento ósseo, além de ser fundamental para o ATP, que é a maior fonte de energia das células.

Além disso, demonstrou-se que o Magnésio sérico baixo é associado à baixa densidade óssea em mulheres na pré e pós-menopausa. Por outro lado, a suplementação com Magnésio é considerada positivamente correlacionada com uma maior densidade mineral óssea tanto em homens como mulheres.

Ademais, suplementos de Magnésio mostraram melhorar a densidade mineral óssea em mulheres e jovens com osteoporose.

Vitamina K

Por sua vez, a Vitamina K também desempenha um papel importante na saúde óssea. Desse modo, a baixa ingestão de vitamina K, baixos valores séricos de vitamina K e altos níveis de ucOC (undercarboxylated osteocalcin) estão associados a um maior risco de fraturas (especialmente fraturas de quadril).

Estudos demonstraram que a Vitamina K pode não apenas aumentar a densidade mineral óssea em pacientes com Osteoporose, mas também reduzir as taxas de fratura, por interferir positivamente sobre o equilíbrio do Cálcio.

Além disso, há evidências de que as vitaminas K e D atuam sinergicamente na densidade óssea. A Vitamina K ainda desempenha um papel importante nos ossos por meio de outros mecanismos, afinal, ela pode regular a transcrição genética de marcadores osteoblásticos, suprimir a reabsorção óssea e regular a formação de osteoclastos.

Vitamina D

Falando em Vitamina D, os baixos níveis desta vitamina estão associados ao aumento da renovação óssea, perda óssea e possíveis defeitos de mineralização, podendo resultar em fragilidade, fratura de quadril, entre outros.

Nesse sentido, evidências científicas apontam que mulheres na pós-menopausa, com Osteoporose e níveis insuficientes de Vitamina D, apresentam redução da fixação de Cálcio nos ossos e no transporte de Cálcio no retículo sarcoplasmático.

Isso pode prejudicar a força muscular, a preservação da capacidade funcional e do equilíbrio postural, aumentando, por consequência, o risco de queda.

Diante desta perspectiva, evidencia-se a importância do diagnóstico e tratamento precoce da Osteoporose, a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e prevenir possíveis quedas e fraturas.  

Neste sentido, você pode contar sempre com a Unikka Pharma!

Referências Bibliográficas

DE MORAIS, Letícia Rezende et al. A relação entre deficiência de vitamina D e osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Brazilian Journal of Health Review, v. 3, n. 4, p. 10910-10920, 2020. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/15754/12946

PLAPLER, Pérola Grinberg. Suplementação nutricional no manejo das condições osteomusculares. Disponível em: https://medzone.com.br/wp-content/uploads/2022/06/DOM2201_Separata-Dra-Perola-Papler-Suplementacao-Condicoes-osteomusculares-1.pdf

SILVA, Pedro Augusto Barbosa et al. Manejo dos Pacientes com Osteoporose. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 9, p. 2105-2113, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3476/3642

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