Durante o mês de fevereiro, as cores roxo e laranja representam uma campanha voltada à conscientização sobre a prevenção e o combate a doenças crônicas que afetam milhões de pessoas globalmente.
O roxo é a cor símbolo para as doenças neurológicas, como Fibromialgia, Lúpus, Alzheimer, entre outras. Essas condições afetam milhões de pessoas em todo o mundo, impactando não apenas a saúde dos pacientes, mas também suas relações familiares e sociais.
Conheça mais sobre doenças crônicas
Fibromialgia
A Fibromialgia é uma doença crônica reumática, multifatorial, de etiopatogenia complexa e ainda não completamente esclarecida.
Caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga mental, alterações de comportamento, concentração e memória, geralmente está associada também a sinais e sintomas como ansiedade, depressão, distúrbios do sono, do humor e gastrointestinais, podendo desencadear inúmeras limitações e incapacidades nos pacientes.
Os dados estimados na população mundial são de 2% a 4%; no Brasil, a Fibromialgia está presente em até 2,5% da população geral, sendo mais frequente na faixa etária de 35 a 44 anos. A predominância em mulheres é de até nove para cada homem acometido.
Ademais, pessoas com menos de 60 anos tendem a apresentar sintomas mais agudos da doença. Além de todas as suas variáveis biológicas e vasta sintomatologia, a Fibromialgia também envolve questões psicossociais que perpassam por todo o processo saúde/doença, afetando negativamente os aspectos físico, cognitivo, social, familiar e profissional das pessoas adoecidas.

Lúpus
Já o Lúpus, é uma doença autoimune crônica que pode afetar diversas partes do corpo, incluindo a pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos. O sistema imunológico que, normalmente, protege o corpo contra infecções, ataca erroneamente os tecidos saudáveis, causando inflamação e danos aos mesmos.
Os sintomas do Lúpus são variados e podem afetar múltiplos sistemas orgânicos. Entre os mais comuns estão a fadiga extrema, dores articulares, erupções cutâneas (particularmente uma erupção em forma de asa de borboleta no rosto), febre e inchaço nas articulações. Em casos mais graves, o Lúpus pode levar a complicações renais, como nefrite lúpica, problemas neurológicos (como convulsões ou psicose), e complicações cardiovasculares.
A natureza multifacetada da doença faz com que o diagnóstico seja desafiador, pois os sintomas podem imitar os de muitas outras condições. Existem diferentes tipos de Lúpus, sendo o mais comum o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), que pode afetar qualquer parte do corpo e é geralmente o mais grave.
O Lúpus cutâneo, por outro lado, é restrito à pele, causando erupções e lesões cutâneas. O Lúpus induzido por drogas é uma forma temporária da doença, desencadeada pelo uso de certos medicamentos, e normalmente desaparece quando o medicamento é descontinuado.
Por fim, o Lúpus Neonatal é uma condição rara que afeta recém nascidos, cujas mães têm Lúpus ou outra doença autoimune, e pode causar erupções cutâneas, problemas hepáticos e baixa contagem de células sanguíneas no bebê. A prevalência global do Lúpus varia, mas estima-se que afete entre 20 a 150 pessoas a cada 100.000, dependendo da população estudada
Doença de Alzheimer
A Doença de Alzheimer (DA), por sua vez, tem se consolidado como um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI, refletindo o envelhecimento global da população.
Com sua prevalência crescente, a DA se tornou a principal causa de demência, caracterizando-se pela perda progressiva de memória, funções cognitivas e habilidades motoras, comprometendo drasticamente a qualidade de vida dos indivíduos afetados.
A patogênese da Doença de Alzheimer é complexa, envolvendo múltiplos fatores genéticos, ambientais e bioquímicos que contribuem para a formação de placas de amiloide e emaranhados de tau no cérebro, além de distúrbios no metabolismo neuronal e inflamação crônica.
Esses processos resultam na degeneração neuronal, levando à perda de conexões sinápticas e ao comprometimento das funções cognitivas. A identificação precoce e a compreensão dos mecanismos subjacentes são fundamentais para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes, capazes de intervir diretamente na causa da doença e não apenas em seus sintomas.
A importância do Fevereiro Roxo & Laranja
A campanha do Fevereiro Roxo & Laranja destaca, portanto, a importância do diagnóstico precoce, do acesso a tratamentos adequados e do suporte às famílias que lidam com essas condições. Além disso, promove a conscientização sobre a necessidade de pesquisas contínuas para encontrar novas terapias e eventualmente a cura para essas doenças.
Já a cor laranja é escolhida para representar a Leucemia, uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem desconhecida. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar mais de 11 mil casos anuais de leucemia entre 2023 e 2025 (esses dados estão no relatório “Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil”).
Os sintomas incluem anemia, palidez, sonolência, fadiga, palpitação, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos, bem como gânglios linfáticos inchados, perda de peso, febre e dores nas articulações e ossos.
A campanha também frisa a importância da doação de medula óssea, uma vez que a cura para a Leucemia depende desta doação, cuja chance média de compatibilidade é de uma em 100 mil. Por isso, ampliar o número de doadores é fundamental para aumentar as chances de encontrar doadores compatíveis.
Por que a conscientização sobre a campanha em fevereiro é tão importante?
A mobilização busca sensibilizar, portanto, a população para a importância de se tornar um doador e contribuir para salvar vidas. Além disso, a campanha aborda a necessidade de apoio psicológico e emocional para os pacientes e seus familiares, ressaltando a jornada desafiadora enfrentada por aqueles que lidam com a leucemia.
Assim, a campanha Fevereiro Roxo & Laranja visa criar uma sociedade mais informada e engajada na promoção da saúde e no apoio às pessoas afetadas por doenças neurológicas e leucemia. A Unikka Pharma apoia esta causa!
Referências
COSTA, Larissa Pereira; FERREIRA, Márcia de Assunção. Saberes e estratégias no enfrentamento da fibromialgia. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 45, p. e20230213, 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rgenf/a/xNMGmjBmBNW4L94PQnGFJqN/?lang=pt
FERREIRA, Gabriela Milhomem et al. Lúpus: uma revisão à luz da literatura. Revista OWL (OWL Journal): revista interdisciplinar de ensino e educação, v. 2, n. 4, p. 373-386, 2024. Disponível em: https://revistaowl.com.br/index.php/owl/article/view/277/270
OLIVEIRA, Lucas et al. Doença de alzheimer: um estudo sobre os avanços terapêuticos. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 11, p. 1686-1696, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/4378/4401





