Dezembro chegando e, com ele, seus parceiros quase que inseparáveis: o cansaço e o estresse do final do ano!
Estes “fenômenos” podem ser desencadeados por uma série de fatores e se manifestam de formas diferentes em cada pessoa. O cansaço físico, por exemplo, é associado à exaustão muscular, falta de energia e estafa em geral.
Enquanto que o cansaço mental pode estar relacionado à fadiga cognitiva, falta de concentração, memória fraca e diminuição da capacidade de raciocínio.
O que fazer para melhorar o estresse?
Nesse cenário, não há como fugir: alimentação, sono e atividade física, que já são três pilares de hábitos mais saudáveis, precisam se tornar prioridade. E, conforme a necessidade de cada pessoa, a suplementação também pode ser uma aliada!
Afinal de contas, o déficit de um micronutriente específico ou o efeito conjunto de uma ingestão abaixo do ideal para vários deles pode ser responsável pelo aumento do risco de burnout, por exemplo. Nesse sentido, suplementos de nutrientes isolados ou em combinação podem ser benéficos.
Grandes aliados contra o estresse
Vitaminas e minerais, por exemplo, são indispensáveis à saúde cerebral, uma vez que atuam como cofatores na síntese e metabolismo de neurotransmissores que regulam os sistemas neuronais. As vitaminas são bem documentadas como elementos essenciais para a regulação da resposta ao estresse.
Ademais, evidências apontam que a interação sinérgica entre as vitaminas é, em geral, benéfica. Portanto, apontam para notáveis vantagens no uso combinado das mesmas através de multivitamínicos.
No manejo de estados como a ansiedade e o estresse, a atenção nutricional complementar apresenta papel importante dado que, a carência de nutrientes como ácidos graxos, vitaminas do complexo B, minerais, aminoácidos e ômega 3, são capazes de reduzir a produção de alguns neurotransmissores importantes.
As vitaminas hidrossolúveis, juntamente com os minerais, como o cálcio, o magnésio e o zinco, são as mais relevantes para o desempenho cognitivo. Evidências clínicas revelaram que deficiências de um ou mais desses micronutrientes podem afetar o desempenho cognitivo, especialmente em grupos vulneráveis, como os idosos e indivíduos expostos a pressões ocupacionais e estilo de vida estressante.

Vitamina B
De forma especial, podemos citar as vitaminas B6, B9 e B12, que atuam na síntese de neurotransmissores do sistema nervoso central, na produção de cofatores essenciais, e participam de reações metabólicas controladas por enzimas e coenzimas.
Assim, a deficiência dessas vitaminas pode provocar uma queda no metabolismo de homocisteína e diminuir a síntese de alguns neurotransmissores relacionados ao humor e prazer. Isso potencializa o estresse e pode ocasionar quadros depressivos e ansiosos.
Ácido Pantotênico
Além dessas vitaminas, o ácido pantotênico, também conhecido como vitamina B5, é essencial no metabolismo de carboidratos, lipídios, proteínas e na síntese de colesterol.
Para além disso, ajuda a controlar a capacidade de resposta do corpo ao estresse e pode atuar na prevenção da fadiga.
Ainda, a suplementação com a vitamina B3 também contribui para o metabolismo de produção de energia, para o normal funcionamento do sistema nervoso, para uma normal função psicológica e contribui para reduzir o cansaço e a fadiga.
Vitamina D
E, claro, não podemos esquecer da vitamina D, conhecida por regular vários aspectos da morfologia do cérebro, fisiologia e comportamento, desempenhando um papel extremamente importante no sistema nervoso central.
Várias linhas de evidência mostram que a vitamina D modula o desenvolvimento, neurotransmissão, neuroproteção e imunomodulação do cérebro.
Triptofano
Dois importantes aminoácidos envolvidos no bom funcionamento do cérebro e na saúde mental são o triptofano e a teanina. O L-triptofano é um aminoácido essencial percursor de vários compostos como a serotonina, a vitamina B6, melatonina, 3-hidroxiquinurenina, triptamina, quinurenina, entre outros.
O estresse psicológico leva a uma depleção deste aminoácido e alterações no humor. Quando se trata de um estresse psicológico crônico ou físico, ocorre o aumento na liberação de citocinas pró-inflamatórias. Elas estimulam as enzimas que participam no catabolismo do triptofano, reduzindo a sua disponibilidade para se converter em serotonina.
Para além disso, a serotonina é um elemento-chave, pois atua como neurotransmissor no sistema nervoso central e desempenha um papel no processamento das emoções e informações, na memória, atenção, ansiedade, agressão, sono, apetite e função sexual.
Teanina
A L-teanina é um aminoácido encontrado principalmente na planta Camellia sinensis, e atua aumentando os níveis de dopamina e serotonina. Ainda atua na indução da atividade cerebral correlacionada a um estado de relaxamento.
Ademais, tem sido evidenciado que este aminoácido está relacionado com o aumento da produção de ondas α-cerebrais, provocando um estado de relaxamento e modulação da atividade de humor. Este evento, por sua vez, está supostamente relacionado ao aumento da produção de serotonina, dopamina e de outros neurotransmissores.
Magnésio
Dentro deste contexto, ainda podemos citar o magnésio, que é um cofator com mais de 300 funções reconhecidas, dentre elas: ligação hormonal ao receptor, contração muscular, atividade neural, liberação de neurotransmissores etc.
O magnésio está relacionado com a atividade da serotonina e outros neurotransmissores, como também na função neuromuscular. Em alguns estudos, destacam-se as propriedades do magnésio no relaxamento das artérias, redução da pressão arterial e manutenção dos batimentos cardíacos de forma regular, ações ideais para pessoas estressadas e ansiosas.
Além disso, os níveis de magnésio podem ser controlados por alguns hormônios liberados na corrente sanguínea, incluindo catecolaminas, hormônio adrenocorticotrófico e cortisol.
Quando ocorre um estímulo estressante, a liberação de hormônios associados ao estresse cria um círculo vicioso de resistência reduzida e maior depleção de magnésio.
Coenzima Q10
Por fim, citamos a coenzima Q10. Ela é uma substância lipossolúvel que contribui para a produção de energia durante a respiração celular aeróbica, produzindo ATP, o principal combustível energético das células e fundamental para o funcionamento adequado de tecidos com alta demanda energética, como o cérebro.
A coenzima Q10 também está relacionada à regulação de neurotransmissores, como a serotonina e a dopamina, que têm funções essenciais no controle do humor e do comportamento emocional.
Sob este viés, a suplementação com coenzima Q10 pode auxiliar na estabilização desses neurotransmissores. Afinal, isso contribui para uma melhora no bem-estar emocional e na redução dos sintomas de distúrbios de humor.
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Referências
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