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Reposição Hormonal na menopausa e climatério

Reposição Hormonal na menopausa e climatério

Ao nascer, a mulher possui aproximadamente um milhão de folículos primordiais, que são reduzidos a cerca de cem mil na época da menarca. Essa diminuição do estoque folicular normalmente se intensifica após os 39 anos, levando à completa senescência ovariana e, consequentemente, à menopausa.

O climatério refere-se a um período fisiológico, inevitável e complexo na vida das mulheres que é marcado por alterações hormonais e comprometimento da qualidade de vida decorrentes da progressiva diminuição da capacidade ovariana em produzir hormônios e de gerar ciclos ovulatórios.

Conceitua-se menopausa como o último período menstrual, identificado retrospectivamente após 12 meses de amenorreia e ocorre, em média, aos 50 anos de idade. Neste cenário, as flutuações hormonais entre o eixo hipotálamo-hipófise e o eixo endócrino-reprodutivo, levam a alterações não só na função reprodutiva, mas também em outras partes importantes do corpo.

Climatério e menopausa: como identificar?

Durante o período do climatério, além da oligomenorreia, ocorre diminuição da reserva ovariana, da inibina B, do hipogonadismo e do hipergonadotropismo. Além disso, a cessação da atividade ovariana provoca um caráter inflamatório crônico, aumentando a suscetibilidade da mulher a diversas doenças, como distúrbios cardiovasculares, metabólicos, endócrinos e ósseos.

Os sinais e sintomas que acompanham este período e que merecem destaque incluem sintomas vasomotores como ondas de calor e suores noturnos, atrofia vulvovaginal associada à secura vaginal e dispareunia, distúrbios do sono e insônia.

Além disso, pode ocorrer estreitamento e encurtamento vaginal, diminuição da libido, fadiga, infecção do trato urinário, dores de cabeça, dores musculoesqueléticas, humor adverso (depressão), ansiedade, alterações na função cognitiva (deterioração da memória e concentração), rugas e queda de cabelo.

E como lidar com essas questões de forma saudável?

O aumento da expectativa de vida tem possibilitado, cada vez mais, a vivência do climatério e da menopausa. Com a expectativa de vida das mulheres em torno de 75 anos, pode-se estimar que elas passem um terço de suas vidas nesta fase de oscilação da produção de hormônios sexuais.

Diante disso, pode-se perceber também um aumento na demanda de atendimentos e queixas relacionadas ao climatério, tornando-se evidente a importância de pesquisas, estudos e também a possibilidade de uso de diferentes terapias para atendê-las nesta faixa etária.

Essa gama de alterações hormonais tem relação com diversos sintomas e patologias que podem surgir desde o início do período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva até alguns anos após a menopausa.

Reposição Hormonal

Como parte de uma estratégia geral para tratar e amenizar algumas das queixas da menopausa, existe a terapia de reposição hormonal (TRH), que inclui uma gama de produtos hormonais e vias de administração, com diferentes riscos e benefícios para cada mulher.

Por isso, a TRH deve ter uma indicação clara e acompanhamento contínuo. Nos últimos anos, diversas sociedades médicas têm indicado a utilização de TRH principalmente em quatro situações: presença de sintomas vasomotores, síndrome geniturinária da menopausa, prevenção da perda de massa óssea e menopausa precoce.

Entre os benefícios observados com a TRH, destacou-se que a reposição estrogênica proporcionou uma maior longevidade em mulheres com menopausa clinicamente induzida e fisiológica. Além disso, a TRH auxiliou na regulação da apoptose e no tratamento de doenças relacionadas com a idade, modulando o processo de envelhecimento.

Vrachnis et al. (2021), em seu estudo, evidenciou que a TRH foi capaz de reverter o quadro de declínio imunológico e estado inflamatório decorrentes da menopausa, comprovando a capacidade de modulação do envelhecimento.

A redução dos níveis séricos de cálcio, que pode provocar o surgimento de osteoporose na fase da menopausa, pode ser amenizada ou prevenida com o uso da TRH, uma vez que favorece o aumento da densidade óssea, ou seja, há maior deposição de cálcio nos ossos após dois anos de uso da terapia.

Assim, a TRH em uso prolongado (estrogênio isolado ou conjugado) pode prevenir a osteoporose pós-menopausa, além de proporcionar alívio de sintomas vasomotores.

Evidências clínicas sobre os benefícios da Reposição Hormonal durante o climatério e menopausa

Há evidências clínicas de melhoras também nos sintomas de fadiga, sudorese, atrofia vaginal, fogachos, insônia, perda de memória, irritabilidade, dentre outros sintomas.

Alguns estudos sugerem que o estrógeno prescrito na perimenopausa acarreta uma diminuição do risco da doença de Alzheimer, pois o estrógeno parece possuir diferentes efeitos no cérebro, dependentes da idade da paciente e idade do início da reposição.

Vários estudos clínicos documentaram sistematicamente a eficácia da TRH na redução da intensidade e frequência das cólicas menstruais e dos sintomas vasomotores associados à menopausa.

A administração controlada de estrogênios, isoladamente ou em combinação com progestágenos, tem demonstrado uma redução significativa destes sintomas, o que confere um impacto positivo na qualidade de vida das mulheres nesta fase.

Os distúrbios do sono são frequentemente relatados durante a menopausa, afetando o bem-estar geral das mulheres. Assim, estudos mostram que a TRH pode afetar positivamente a qualidade do sono, reduzindo a insônia e melhorando a eficiência do sono. 

Os mecanismos propostos incluem a regulação do sistema nervoso autônomo e a modulação dos padrões hormonais, destacando a TRH como uma intervenção promissora para melhorar a saúde do sono nesta fase da vida. 

Atrofia vaginal e alterações na função sexual também são problemas comuns durante a menopausa. Foi demonstrado que a TRH, restaurando os níveis hormonais, melhora a saúde vaginal, reduzindo os sintomas de secura e atrofia.

Reposição Hormonal e saúde mental durante o climatério e menopausa

Além disso, as evidências sugerem que a TRH pode ajudar a melhorar a função sexual, aliviar o desconforto e promover uma experiência sexual mais satisfatória. Além dos benefícios físicos, alguns estudos sugerem que a TRH pode ter um impacto positivo na saúde mental durante a menopausa, reduzindo a incidência de sintomas depressivos e de ansiedade.

Nesse sentido, compreender como a TRH pode afetar a saúde mental é uma área de investigação em crescimento e continua a ser explorada.

Assim, a TRH tem demonstrado ser um tratamento eficaz nos sintomas decorrentes da menopausa, com diversas pesquisas evidenciando que os benefícios do uso têm superado os riscos para a maior parte das mulheres.

É notório a importância da disseminação de informações acerca da terapia para que mais mulheres compreendam a relevância e a eficácia deste tema que influencia diretamente no bem-estar físico e mental, proporcionando qualidade de vida durante essa fase da menopausa.

Cada mulher é única e, portanto, a decisão de iniciar a TRH deve ser individualizada, levando em consideração os fatores de risco, as preferências da paciente e a orientação médica. A abordagem individualizada permite um tratamento personalizado, potencializando a eficácia do tratamento e reduzindo possíveis riscos.

Portanto, é crucial que as mulheres nesse período sejam informadas sobre as opções disponíveis para que possam tomar decisões sobre o manejo da menopausa promovendo benefícios na qualidade de vida de cada uma.

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Referências

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